CIRURGIA INÉDITA NA REGIÃO NORTE


IMG_0113No mês de maio (23) deste ano, uma microcirurgia vascular intracraniana com técnica inédita na Região Norte foi realizada no Hospital Adventista de Manaus (HAM). O procedimento foi feito pela equipe do Centro de Neurocirurgia do HAM, além do neurocirurgião e presidente do Conselho de Neurologia Brasileiro, Dr. Eberval Gadelha.

De acordo com o Dr. Francisco Mateus, Coordenador Médico do HAM, este procedimento é um grande marco para a instituição pela sua complexidade e a raridade da patologia. “Tratava-se de um caso raro de patologia neurológica: a síndrome de Moya Moya (alteração congênita carótida interna onde ocorre uma estenose progressiva dessa artéria).

Além de ser mais rápida e eficiente esta nova técnica amplia a área de distribuição do cérebro e o fluxo da artéria é mantido. “A paciente tinha uma doença que dificultava a vascularização do cérebro, pois havia um estreitamento das artérias do pescoço e artérias intracranianas e não havia fluxo sanguíneo compatível com a atividade do cérebro. Nesta cirurgia, o que fizemos foi pegar uma artéria fora do crânio, dissecá-la e colocá-la sobre a superfície do cérebro para que ocorra uma revascularização por fora da cabeça, como uma ponte. Desta forma, o cérebro consegue o suprimento de sangue que de outra forma não seria possível. Esta técnica que nós utilizamos difere das outras, pois ela utiliza uma abertura mais ampla, garantindo que uma maior área do cérebro receba o sangue e a artéria, que vai levar esse sangue, consegue se espalhar porque ela está íntegra, não foi cortada”, explica Dr. Gadelha.

Para o Dr. Guilherme Macedo, Diretor Médico da instituição, o sucesso da cirurgia mostra que o Hospital está preparado para realização de tais procedimentos. “Levando em consideração o modelo de gestão adotado pelo HAM, onde a busca pela qualidade na assistência ao paciente é uma das principais metas, a cirurgia realizada pela nossa equipe de neurocirurgiões vem a ratificar que estamos preparados para executar procedimentos de alta complexidade”, afirma.